Mostrando postagens com marcador serie. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador serie. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de fevereiro de 2017

[Série] Uma Série Por Dia - Especial Carnaval



"Ah Ah Ah Ah Ah! Avisa a Netflix que eu vou te maratonar!" O primeiro grande feriado do ano vem acompanhado de folia, serpentina e muitos lançamentos. Para quem não vai curtir os bloquinhos de rua, o Unidos da Netflix está cheio de séries, filmes e realitys que vão te conquistar. Separei algumas séries curtinhas para você aproveitar nesse carnaval, todas estão na primeira temporada e fizeram um bafafá quando foram lançadas, afinal, enredo bom tem mais é que conquistar uma multidão.  O que acha de maratonar uma por dia? Ou até mesmo aproveitar e maratonar aquela série antiguinha que tem mil temporadas? Se joga no sofá, só não esquece da pipoca!


Sense8

Um dos grandes lançamentos desse ano é a segunda temporada de Sense8, oito desconhecidos que estão conectados uns aos outros, dividindo sensações físicas e emocionais. Quem tem esse tipo de dom é chamado de Sensate, despertando a curiosidade e a ira de algumas pessoas. A primeira temporada tem apenas 12 episódios, mais um especial de natal de duas horas.


Stranger Things

Outro lançamento bastante aguardado para 2017 é a segunda temporada de Stranger Things, ambientado em 1983 o suspense conquistou uma multidão de fãs ao contar a história de um grupo de garotos que investiga o desaparecimento de Will, descobrindo um mundo obscuro e uma garota com poderes paranormais. Após oito episódios misteriosos o público criou diversas teorias conspiratórias.


Jessica Jones

Baseada na personagem da Marvel, Jessica Jones é uma ex-super heroína que trabalha como detetive particular, mas defender o mundo de transformados ainda faz parte de sua rotina, principalmente quando ela se transforma na caça e o vilão consegue entrar em sua mente. Renovado para segunda temporada, mas sem data de estréia, a série é um deleite para quem não conhece a personagem dos quadrinhos, ou até mesmo para quem nunca se aventurou nesse estilo.


Santa Clarita Diet
Talvez o mais sangrento das séries citadas, a comédia traz a história de uma zumbi recém transformada que está tentando conviver com o desejo de sangue fresco, por enquanto mantem uma vida tradicional americana, mas diferente de outras séries, a nova condição trouxe a ela uma dose extra de audácia e coragem. Bastante comentada, a série faz piadas sangrentas como se o canibalismo fosse algo natural, agora é esperar para ver se ela vai ser cancelada ou renovada.

Ah Ah Ah Ah Ah! Avisa a Netflix que eu vou te maratonar!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

[Série] Santa Clarita Diet

 
Ainda estou decidindo se gosto, ou não de Santa Clarita Diet, confesso que é um tipo de humor que não estou acostumada, culturalmente não estamos acostumados, piadas mórbidas, diálogos sobre morte e pós-morte sempre trazem aquele arrepio de assunto proibido, principalmente quando o corpo é tratado como um simples material orgânico e comestível.

Involuntariamente, pois esse não é o objetivo do enredo, o perfil dos personagens me fizeram refletir sobre as relações humanas. A Drew Barrymore é a corretora de imóveis Sheila Hammond, esposa de Joel e mãe de Abby, sobrevive no modo automático, cumpre sua rotina como um roteiro ensaiado, não sente mais prazer com o marido, família ou com o trabalho, ela simplesmente respira, pulsa, mas não consegue viver de verdade, está morta.

Um dia, Sheila acordou um pouco enjoada, como se algo estivesse fazendo mal, talvez a vida estivesse cobrando uma atitude. Vômito, vômito, mais vômito e uma bolinha vermelha depois, Joel encontra Sheila no chão do banheiro morta, sem pulso, sem reação, definitivamente morta, até que em um grande suspiro ela retorna como se nada tivesse acontecido.

"Aja naturalmente!" :)

Sheila definitivamente é outra pessoa, vibrante, impulsiva, iluminada, ela se libertou de todos os seus medos e pudores para aproveitar o que o mundo tinha para oferecer de bom, voltou a fazer sexo com o marido, passou a dialogar com a família, saia com os amigos, passou a se divertir com a vida e se negou a continuar engolindo os sapos do caminho. Alias, a primeira refeição de Sheila foi um cara que achava que o "NÃO" significava "COM CERTEZA", familiar essa atitude, né?!

Outro detalhe muito importante é que essa tal morte, transformou a Sheila em um zumbi (um tanto quanto vivo, mas zumbi), sendo o oposto da imagem que a grande mídia já vende, mortos-vivos se arrastando pela cidade destruindo a população, mas essa é exatamente a imagem do que ela era antes de ser transformada, quando estava viva. Agora ela é cheia de energia e faminta, seu prato favorito são humanos fresquinhos que ela congela para comer durante a semana.

Pedacinhos de braços e pernas que ela come durante conversas informais com a família, as cenas são hilárias e repulsivas ao mesmo tempo, lembra bastante aquele almoço de domingo devorando a coxa do frango, ou a costelinha do porco. Oi carnívoros! Chegamos ao detalhe de quem deve ser escolhido para morrer, Sheila e Joel chegam ao consenso que ela não vai sair matando de forma aleatória, mas que ela só vai matar pessoas ruins, que não vão fazer falta para a sociedade. O que são pessoas ruins? Depende da sua ótica, qual seu ponto de referência.

"Eu sinto que você é o Batman e o Robin... por enquanto eu sou o só o Alfred"

Na saúde, ou na doença. Até que a morte... faça com que eles fiquem mais unidos. Joel está obstinado a encontrar uma explicação para tudo o que está acontecendo, como alguém pode sobreviver sem pulso? Abby está tentando se adaptar a nova rotina macabra de sua família, mas a vida de uma simples adolescente vai perdendo o sentido na frente do drama que a mãe está vivendo.

A trama vai se desenrolando com a família Hammond tentando levar uma vida normal, mesmo com essa nova configuração. Os vizinhos exercem papel importante no desenvolvimento do enredo e delimita os personagens principais. A história é tão surreal e bizarra, que se torna hilária, só de pensar que uma zumbi quer cultivar uma família nos moldes tradicionais, é cômico.

A Netflix fez uma aposta certeira quando escolheu falar de zumbis, o "monstrinho" da moda, mas fugindo da versão The Walking Dead, escolhendo um elenco de peso, Drew Barrymore e toda a sua energia iluminada e Timothy Olyphant e sua graça, é uma receita de sucesso! 



A Netflix está sempre surpreendendo com o material promocional de suas séries, optando por elementos que possam causar identificação imediata do público, uma das estratégias utilizadas é o regionalismo em sua publicidade. A música Alma Gêmea do Fábio Jr. foi a grande sacada para divulgar a série Santa Clarita Diet no Brasil, a letra impressionantemente lembra o enredo e todo o seu drama, agora vai ficar complicado escutar Fábio Jr. sem lembrar de Sheila e Joel.

sábado, 18 de junho de 2016

[Série] Grey's Anatomy


Eu estaria sendo redundante se falasse o quanto Grey's Anatomy é viciante, apaixonante e tocante. Eu estaria sendo redundante se relatasse o quanto eu me emociono com os casos, com os personagens e até mesmo com o elenco. Eu estaria sendo redundante se falasse que a Shonda Rhimes (criadora) é uma assassina sem coração, ela faz questão de levar os personagens mais cativantes da trama.

Demorei 11 temporadas para me render aos dramas do Hospital Escola Seattle Grace, assistia episódios perdidos quando passava no SBT, criava histórias paralelas onde a mãe da Meredith Grey era dona do hospital, detestava a Dra. Torres, escutava e lia milhões de spoilers e fazia questão de manter Grey's Anatomy na gaveta de séries que dão preguiça de acompanhar.

Hoje estou submersa em uma maratona para recuperar o tempo perdido, tentando não lembrar dos spoilers e fingir surpresa quando alguém morre ou vai embora, mas acima de tudo, me apaixonando pelos dramas e paixões que o Seattle Grace guarda. Nessa corrida contra o tempo descobri que o título da série é uma referencia ao famoso livro do anatomista Henry Gray, Gray's Anatomy, que é referência até hoje para os estudantes da área de saúde.


Descobri que a Meredith Grey é bem depressiva, daquelas que carrega uma nuvem negra em cima da cabeça e que tem o poder de se meter em momentos delicados, porém tem o mínimo de tato para enfrenta-los. Teve uma infância difícil, sua mãe se apaixonou por um colega de trabalho, largou tudo para viver aquele amor, mas ele continuou casado e mandou ela seguir a vida dela sem ele. Meredith viu a mãe se afundar no trabalho, se tornar uma mulher dura e ríspida, e ela uma criança completamente desamparada resultando em uma mulher insegura para o mundo.


Descobri que a Cristina Yang é um robô, totalmente mecânica em seus atos, 8 ou 80, ríspida e sem tato. Ela na verdade é uma mulher que sabe exatamente o que quer e sabe que é muito boa no que faz, não tem medo e se esforça ao máximo para ter o seu talento reconhecido. No fundo ela busca um amor que seja tão firme e talentoso como ela, talvez esse homem precise quebrar algumas barreiras para chegar ate seu coração, mas existe um coração ali, pode acreditar!


Descobri Izzie, que é a minha terceira favorita, a bonitinha que ninguém espera nada, a loirinha que trabalhou como modelo para pagar os estudos e hoje é uma médica muito talentosa e dedicada a seus pacientes. Ela é a mais animada e positiva, mas é com ela que as lágrimas correm perdidamente. Além do talento para a medicina, ela é uma cozinheira de mão cheia, os bolinhos são o seu refúgio para momentos difíceis, mas sua comida também faz sucesso nas comemorações.


Descobri o George, o meu segundo favorito, um cara de coração gigante, um pouco atrapalhado, mas que é muito bom no que faz. Aquele amigão para todas as horas e tequilas, faz o tipo prestativo e acaba que ninguém repara quando ele sofre, ou que possa magoar-lo, mas ele sofre e como sofre. O personagem acaba se perdendo ao longo da série, o que ocasiona a saída dele da trama, uma das saídas mais dramáticas deixando o suspense de uma temporada para a outra.


Descobri o Karev, um dos personagens mais complexos da série, machista, narcisista e frio, ele é um ogro, daqueles bem chatos e podres, mas que vez ou outra fala o quanto ele é "entalado" com suas mágoas de criança, no fundo ele é um bom garoto, mas precisa de tanta terapia que cansa. Descobri também a Dra. Bailey, ela é uma queridona, daquelas que cobra a excelência de seus internos, mas é uma mãezona, pronta para tirar qualquer um de uma enrascada.


A história todo mundo já conhece Meredith, Cristina, Izzie, George e Karev entram como internos no programa de residencia de cirurgia médica do Seattle Grace, Meredith tem um relacionamento confuso com Derek, Cristina com a cardiologia, Izzie com os pacientes, George com a sua confusão eterna e Karev com todas as enfermeiras. Além dos principais tem a Dra. Bailey tentando concertar o caos com sua rigidez e habilidade, o Dr Webber que faz vista grossa para os erros, a Dra. Torres se descobrindo (ainda não simpatizo com ela), o Dr. Sloan arrancando suspiros e a linda Dra. Addison Montgomery que é a minha preferida e que eu fico torcendo para ela voltar pra trama. 

Os textos mais emblemáticos fica por conta do narrador, na maioria das vezes a Meredith assume esse papel, mas os outros personagens também tem vez. Acho difícil alguém nunca ter se identificado com esses textos, achado que os personagens não estavam falando diretamente com você, aliás esse é o ponto que faz com que a série conquiste um público tão grande, identificação, você não precisa ser médico, ou viver aquele dramas, mas parece que tudo ali fala com você.

Demorei tempo demais para tirar Grey's Anatomy da gaveta "séries da preguiça", mas agora que tirei eu quero que todo mundo assista, sério, se você ainda não se rendeu ASSISTA AGORA! Agora me conta, qual a série da preguiça que vale a pena assistir?!

quinta-feira, 3 de março de 2016

A Guerra dos Mundos - O Pânico da Invasão Alienígena


Uma das histórias mais aterrorizantes e curiosas sobre a invasão de extraterrestres aconteceu em 1938, ano anterior ao início oficial da Segunda Guerra Mundial, hoje o caso é lembrado como uma situação curiosa pelo erro de comunicação que provocou pânico em cerca de dois milhões de pessoas, época em que a população já estava aterrorizada devido os desfechos políticos que se encaminhavam a mais uma guerra. 

Na época o rádio era o único meio em que todos se informavam, as famílias se reuniam em volta do aparelho para escutar as últimas notícias e os programas de entretenimento, não foi a toa que o programa dirigido por Orson Welles foi tão devastador aos ouvintes do programa. Era Dia das Bruxas e a programação ia ser especial, a radionovela ia ser uma adaptação do enredo de H. G. Wells, o clássico Guerra dos Mundos, a história que relata a invasão violenta de extraterrestres.

O clima de boletim de notícia foi usado para ambientar o enredo, porém o que a produção não esperava é que os ouvintes que não tivessem escutado o aviso de que era apenas uma ficção, acreditassem piamente que era uma notícia real provocando desespero generalizado de pessoas buscando abrigo para se salvar da possível invasão de aliens. Esse mal-entendido é debatido até hoje como um exemplo sobre o poder da mídias de massa na população.



A Guerra dos Mundos teve duas adaptações para o cinema, a primeira em 1953 e outra em 2005, porém antes teve duas tentativas fracassadas de adaptação, uma dirigida por Alfred Hitchcock e outra de Cecil B. DeMill. O filme de 1953 que recebeu o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, virou uma produção de referencia para a época, alguns países citavam o filme como uma previa do apocalipse. 

O filme de 2005 foi dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Cruise, apesar de ter sido sucesso das bilheterias, o filme não recebeu nenhum Oscar. A adaptação mostra um estivador divorciado que mantem uma relação distante de seus filhos, a sua ex-mulher pede que ele cuide das crianças por alguns dias, época em que ocorre a invasão alienígena e a derrota do exercito americano, fazendo com que ele lute para proteger os filhos e reencontrar a ex-mulher em Boston.


Além dos filmes teve a série War of the Worlds que é uma espécie de continuação da primeira adaptação, a série teve 2 temporadas, 43 episódios e foi exibida de 1988 a 1990. Curiosamente a série foi idealizada pelo produtor da primeira adaptação cinematográfica, George Pal, porém ele não conseguiu finalizar a produção dos episódios. O enredo começa com a descoberta que os alienígenas não foram mortos, que o governo escondeu os corpos em diversos locais dos EUA (alguns desses lugares existem para pesquisa espacial e segundo as lendas existem ET's presos lá) e o governo convenceu a população que o ataque nunca existiu, porém os aliens acordam e dominam alguns humanos reavivando o clima de guerra.

É interessante perceber que apesar do enredo ser de 1898 ele continua bastante atual, a população continua assustada com esse possível apocalipse, o governo continua escondendo as provas de vida fora da terra e os cientistas continuam pesquisando para provar que SIM, não estamos sozinhos!


[Cola&Bora] Clube da Caixa Preta | Sociedade das Relíquias Literárias

Tá sentindo? Brisa de bons ventos, gostinho doce de retorno, cheirinho suave de quem está se reconectando ao que nunca deveria ter sido esqu...