sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

[Cinema] Clinical

Jane Mathis é uma psiquiatra dedicada a casos pós-traumáticos, pacientes que buscam ajuda profissional para conseguir superar algum tipo de trauma e retornar a sociedade. As histórias são longas e cruéis, mas algumas delas não possuem uma linha de raciocínio, nem uma ordem dos fatos. O confronto é o primeiro passo para a reabilitação, ficar de frente com a dor é o inicio da superação, esse é o método usada por Jane.

Nora é uma adolescente que não lembra do que tem medo, qual o seu trauma e como tudo aconteceu, mas a dor estraçalha a sua alma. Confrontada por Jane, a dor de Nora começa a ganhar forma e contexto, é a hora de começar a enfrentá-la, mas algo sai do controle e as coisas não acontecem como planejado. No meio da noite Nora invade o consultório da psiquiatra pronta para se vingar, armada ela perde o controle e põe tudo a perder.

Dois anos após o episódio, Jane tenta reconstruir a sua vida, volta a se relacionar com as pessoas, reabre a sua clínica, mas ainda é arredia quando é confrontada sobre a sua dor. Ela não consegue entender como as coisas chegaram aquele ponto, ou o que exatamente deu errado, essa é a chave para ela encontrar o foco da dor e ter paz, mas ela não se sente forte o bastante para isso.

Optando por casos mais leves, Jane recusa todos os casos pós-traumáticos que batem a sua porta, até o dia que Alex liga pedindo ajuda, um homem desfigurado que sofreu um grave acidente e precisa enfrentar a sociedade novamente. Instigada pelos desafios daquele novo paciente, ela tenta se fortalecer para ajuda-lo, é quando o passado volta a tona e ela descobre que cometeu um grande erro.


Suspense psicológico dirigido por Alistair Legrand, Clinical é a grande aposta da Netflix nessa sexta-feira 13. Enredo que traz como foco o confronto da dor, o longa instiga o público a descobrir o que de fato aconteceu, as histórias são contadas nas sessões de terapia, momento em que os pacientes são provocados a lembrar de seus traumas e esclarecer as partes sombrias. O esquecimento é um mecanismo de defesa do corpo após o trauma, mas também pode fazer com que se abra espaço para criar uma realidade paralela de tudo o que aconteceu.

As cenas de terapia são definidas como uma ajuda as pessoas que não sabem mais como viver, ou como enfrentar a sociedade, mas também traz um profissional que não conduz as conversas, que não se interessa por casos corriqueiros, como os de ansiedade e estresse. É interessante ver o esforço de Jane ao tentar se fortalecer para exercer a sua profissão, para ser o suporte de seus pacientes.

Diversas cenas tive dúvida se o que acontecia era real, ou apenas um reflexo do trauma, mas aos poucos tudo foi se esclarecendo até chegar ao final surpreendente, e que final! Pena que o fim deixou algumas pontas soltas, informações importantes sobre a ligação de Jane, Alex e Nora, mas o filme não perdeu o seu brilhantismo. RECOMENDO!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

[COLA&BORA] Fisheye | Contos de Òrun Àiyé

Apoiar novos projetos culturais é sempre um motivo de orgulho pra mim, sou daquelas que participa de festivais de bandas desconhecidas, assiste peças de teatro com mais seis gatos pingados, compra fanzine na banquinha da faculdade só pra conhecer novos traços e escritas. Esses sites de financiamento coletivo é só amor, uma oportunidade de apoiar um monte de gente legal que faz arte babado por ai. Toda primeira quarta-feira do mês vou trazer para vocês os projetos que colaborei nos últimos dias, uma forma simples de divulgar as campanhas e fazer com que mais gente conheça.

Livro Fisheye


Depois de 4 anos trabalhando em seu terceiro livro, a autora cearense Kamile Girão está prestes a lançar Fisheye, publicação que exigiu muita pesquisa e dedicação para falar sobre retinose pigmentar, doença sem cura que degenera a visão gradativamente.

Após um acidente em uma festa, Ravena é diagnosticada com a doença, iniciando a sua jornada de descobertas e amadurecimento. Crescer não é tão fácil assim, mas com a ajuda de amigos ela vai conseguir seguir em frente mesmo enxergando o mundo por uma fenda.

O lançamento vai acontecer em abril de 2017, além do livro e dos marcadores, o projeto conta com as ilustrações de Juliana Rabelo, print em A5 e plaquinhas de "não perturbe!". Ajude a viabilizar o projeto contribuindo no Catarse, diversos pacotes de recompensa estão disponíveis.




HQ Contos de Òrun Àiyé

Em agosto de 2016, o ilustrador baiano Hugo Canuto preparou uma homenagem a Jack Kirby, o mestre dos quadrinhos que participou da criação de grandes personagens da Marvel como X-Men e Homem de Ferro, adaptando uma série de histórias de Yorubá para os quadrinhos.

A primeira arte do projeto, The Orixás, foi inspirada na capa da revista Os Vingadores #4, publicada em 1963, em seguida veio a The Might Xangô provocando extrema identificação com o público, fazendo com que o Hugo recebesse diversos pedidos para ilustrar os outros Orixás


Em junho de 2017, o baiano vai lançar a HQ com duas histórias completas sobre a relação de Órun (mundo espiritual) e Àyé (mundo físico), além de pôster, postais e ilustrações exclusivas. O trabalho conta com a participação dos artistas Pedro Minho e Marcelo Kina, entre outros ilustradores mostrando a sua versão dos Orixás na página do Facebook. Ajude a viabilizar o projeto contribuindo através do site do Catarse, após a meta atingida as recompensas serão estendidas.



segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

2017 - o tal ano incrível. Cheio de rapadura!

Entre todas as promessas feitas para esse ano, não me deixar contaminar pelos pensamentos negativos (próprios e alheios) é uma das mais importantes. Diante de um cenário tão conturbado como o que nos encontramos, permanecer com pensamentos positivos e floridos está cada vez mais difícil. Dois mil e dezessete chegou com a missão de ser um ano incrível, mas o fático dois mil e dezesseis deixou uma bagagem pesada demais para esse novo ciclo carregar.

Sempre acreditei que a virada do ano acontece em momentos distintos para cada um, quando a pessoa se sente preparada para se renovar e deixar algumas coisas naquele velho ano. Nessa virada em particular sinto que abriu uma fenda no tempo-espaço entre esses dois momentos e estamos no meio da ponte, caminhando incansavelmente para que dois mil e dezesseis vá embora, mas ele continua sendo visto no horizonte.

Quero desapegar dos queixumes passados e olhar para frente, pensar adiante, tentar enxergar o tal ano incrível que dois mil e dezessete prometeu, olha ele ali! Terminei de fazer minhas promessas, tracei minhas metas, quantifiquei meus objetivos e continuo caminhando na tentativa de atravessar essa ponte, afinal, o copo está sempre meio cheio e nunca meio vazio.

Entre tantos acontecimentos questionáveis, me peguei admirando um camarada que é figurante no meu dia a dia, mas que faz o perfil de mobilizar, o que levanta causas para minimizar dores alheias. Pronto! Quero me inspirar nesse camarada, que todos os dias anda com um pote (depósito) de rapadura com o aviso "se seu dia está amargo, coma rapadura!". Desculpa amigos, mas nesse momento vou voltar para a minha caminhada, comer as minhas rapaduras e trabalhar os pensamentos floridos. Nos vemos em 2017, o tal ano incrível!

🍀🍀🍀🍀🍀🍀