sábado, 16 de abril de 2016

[Cinema] E Seu Nome é Jonas

Jonas é um garoto surdo, frequenta uma escola que adota a língua de sinais em sua comunicação, possui amigos e interage com a sociedade, mas as coisas não foram tão simples assim. Seu diagnostico foi tardio, incialmente a sua agressividade foi dita como um problema da sua intelectualidade retardatária, o tratamento era a internação em uma clínica, mas após anos o garoto continuava agressivo e sem responder quando lhe chamavam.
 
Sua mãe queria resgatar o tempo perdido, tirou Jonas da clínica e levou para casa, porém a situação continuava complicada, ele não respondia quando chamavam, era agressivo, continuava dançando quando a música parava, mas, afinal, como ele conseguia pensar se não falava? O pai foi o primeiro a cair fora, não tinha paciência com o garoto, gritava, xingava, simplesmente não entendia a situação, preferiu sair de casa e esquecer toda aquela situação.
 
Unindo as poucas informações que tinha a mãe levou o garoto para fazer alguns testes, Jonas era surdo e precisava se adaptar ao mundo. A primeira escola que ele participou defendia o método do oralismo, doutrina de Ponce de León e Juan Pablo Bonet, onde o surdo não podia usar gestos, era necessário que ele fizesse a leitura labial e tentasse falar, ele precisava exercitar a fala para não se tornar um adulto acomodado que só interagia com surdos.
 
O método foi traumático e totalmente sem resultados, Jonas continuava sem conseguir se comunicar, então buscaram um novo método, a comunicação através dos sinais. A nova escola trouxe resultados imediatos, ele conseguia expressar o que sentia, as pessoas conseguiam compreender o que ele queria, conheceu outros surdos, fez amigos, ele finalmente estava se inserindo no mundo.
 
Durante todo o filme percebemos a tentativa de inseri-lo na sociedade ouvinte, sem se importar com suas limitações, queriam transforma-lo em um típico garoto americano, mas a barreira da comunicação tornava ambos os lados agressivos e confusos.
 
Apesar do filme ser de 1979, a história possui aspectos bem atuais, a sociedade ainda alimenta preconceitos sobre o surdo, é comum encontrar pessoas que acreditam que o surdo possui algum tipo de retardo intelectual, que se você gritar ou repetir a mesma coisa diversas vezes eles vão te escutar por alguma ordem divina (método muito usado na educação oral), ou até mesmo que é pura acomodação a falta de oralidade. O filme vale a reflexão!
 

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