quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

[Música] Os melhores CD's Nacionais de 2014

Ê mundão... 2014 indo embora e deixando uma pá de coisa boa na música nacional e como aqui só apareço pra falar disso, nada mais justo que listar meu top 5 de CDs nacionais.


5 - Tonto - Aliança Hostil
Tonto é nada mais, nada menos que a Violins mas sem a guitarra, com um outro baterista, mas mantendo a bela sonoridade. Letras, melodias, tudo lindo de ouvir.

Destaque para a faixa 6, Comício. É de arrepiar.



4 - Tom Zé - Vira lata na via láctea
Quem mais iria colocar no mesmo refrão calcinha, galope, laptop, ipad e ipod, ser perdoado pelo Papa Francisco, convidar uma pá de gente do naipe de Caetano e Milton e fazer mais um discaço? Pois é, esse é o Tom Zé.


3 - Forfun - Nu
Forfun é uma das minha bandas favoritas e mais uma que acompanho desde o surgimento e desde sempre nunca me decepcionaram em nenhum CD. E quem mais vindo do Hardcore iria defender o baile funk? CD bom, bom meeeesmo. E destaque maior pra Mariá, viajo nessa música e crio inúmeros roteiros pro clip dela.



2 - Criolo - Convoque seu Buda
Desde Nó na Orelha, Criolo é a realidade da nova música brasileira. Continuando a beleza do primeiro, esse CD entrará na lista de melhores CDs da década, do século, de tudo.


1- Menores Atos - Animalia
Post-hardcore, rock alternativo, emo e hardcore, tudo junto e misturado nessa belezura de CD que desde o lançamento não sai da minha playlist. É pra ser ouvido várias e várias vezes sem risco de enjoar.

E como a minha amada terra alencarina tem a mania de ter bons artistas brotando da terra, dois destaques esse ano na música foram o CD de lançamento do Jonnata Doll e os garotos solventes, considerado até como discípulo de Iggy pop e o grande destaque ficou com o CD de estreia do Daniel Groove chamado Giramundo. Um belo CD de MPB, pop, suingue e ganhador do prêmio dinamite como melhor CD de MPB 2014. Não tá fraco heim. Hahaha

Enfim galera. Ano que vem aparecerei de vez em quando por aqui e já deixo um bom fim de ano e um começo de 2015 regado de paz, amor, paciência e muita música.

Abraços.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

[Livro] Perfume de Hotel: Chile - Carla Pachêco

Perfume de Hotel

Aproveitei o feriado de natal para me deliciar com a viagem de Carla Pachêco ao Chile, seu segundo livro relata os detalhes de sua ida aos Andes, um sonho que era pra ter sido realizado na época de sua lua de mel, mas que precisou ser adiado devido uma oportunidade imperdível de conquistar a casa própria.

Assim como na primeira vez (Perfume de Hotel: Nova York - Resenha), o "cunhado" apareceu com a ideia de viajarem, mas agora o destino seria o Chile, uma aventura que duraria 7 dias e seria feita por 4 casais. Tudo já estava planejado e combinado, só faltava Carla e o marido aceitarem a proposta, eles não pensaram duas vezes e claro que embarcariam nessa também.

O voo já foi bastante emocionante, Carla e o marido (os dois são médicos, ela trabalha na parte de terapia intensiva, e ele cardiologista) tiveram que fazer um atendimento as pressas dentro do avião, uma passageira tinha se engasgado com um chiclete na boca por enquanto dormia, aquela hora que lembramos dos conselhos de nossas mães "menina não dorme com bombom na boca que você vai se engasgar!", haha.

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O encanto, os sabores e a sedução dos perfumes.
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Perfume de Hotel chegou carinhosamente embalado

Todos em terras chilenas é hora de visitar os Andes, conhecer as vinícolas, as histórias de Pablo Neruda, os pratos, as danças, a cultura local, se deliciar com a paisagem... ah as paisagens! A viagem foi bem corrida, mas bastante proveitosa, não descansaram um só minuto, mas aproveitaram ao máximo, e cada segundo valeu muito a pena.

Nesse segundo livro é notável o amadurecimento da escrita de Carla, a narrativa é mais continua, as descrições são melhores construídas, e a transição de uma passagem para outra é mais suave. Em Perfume de Hotel: Nova York a autora acabava pecando devido a emoção e as lembranças estarem acima da razão utilizada para escrever, já em Perfume de Hotel: Chile, você nota essa emoção mais contida, mais "racional", porém a sua narrativa continua tão contagiante quanto o primeiro.

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As últimas páginas são dedicadas as fotos da viagem, dessa vez tem fotos da Carla e do marido :D

Por enquanto me deliciava com as aventuras de Carla pelo Chile, lembrei de quando fui para Argentina, eu tinha apenas 5 dias para me apaixonar por aquele lugar que eu tinha feito tantos planos antes de viajar, e foi isso que eu fiz, as vezes não dava tempo nem de almoçar, mas quem se importava, tudo era tão magnífico que a fome ficava para depois.

E claro, é inevitável falar sobre o Chile e não falar sobre vinhos, e eu não poderia deixar de associar as muitas visitas da Carla as vinícolas com o meu trabalho na Adega Free, cada história que ela relatava como a lenda do Casillero del Diablo, ou as curiosidades sobre o Coyam eu lembrava de quando descobri essas histórias, ou alguma curiosidade relacionada aos clientes e aos vinhos citados. Alias, muitos adjetivos que ela utilizou para descrever a viagem como um todo, são os mesmos que utilizamos para descrever os vinhos, e isso deixou uma magia muito especial em todo o livro.

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Detalhe do carimbo do Chile com a data da viagem.

Acho que o grande "barato" dos livros da Carla são essas associações que fazemos com as nossas vidas, eu nunca fui ao Chile, mas a viagem dela me trouxe muitas recordações, seja as músicas que ela lembrou, os filmes que ela citou, as brincadeiras, enfim... é algo tão próximo e tão gostoso de ler que te deixa com um gostinho de quero mais, e creio que ela também está louca para escrever o Perfume de Hotel 3, 4, 5... alias qual o seu próximo destino?

Carla Pachêco é carioca, médica, turista e escritora, mora em Maceió desde os 15 anos e começou a escrever a série Perfume de Hotel após sua viagem para Nova York, local onde foi um divisor de águas em sua vida. Obrigada pela oportunidade de sentir o prazer desse perfume e pelo carinho de sempre.


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domingo, 21 de dezembro de 2014

[Evento] XI Bienal Internacional do Livro do Ceará


No início do mês, entre os dias 6 e 14 de dezembro, aconteceu a XI Bienal Internacional do Livro do Ceará, evento que trouxe muita expectativa ao público, principalmente devido a incerteza se ele realmente aconteceria ou não. Depois de muitos boatos e bafafás a Bienal finalmente foi confirmado, a programação se resumia aos stands e apresentações relacionadas a literatura fantástica, cordel e literatura infantil, o público que buscava outra coisa ficou sem muitas opções e novidades.


Tivemos a participação de alguns autores de peso como a Paula PimentaThalita Rebouças, Raphael Draccon, Carolina Munhoz, entre outros, mas as atrações não conseguiram trazer nem metade do público que era esperado. A comunicação da Bienal foi bastante falha, alguns nomes passaram desapercebidos em uma programação que foi divulgada em cima da hora, fazendo com que as visitas escolares e outras manifestações ficassem inviáveis devido a falta de tempo.

Decepcionada com a programação, escolhi apenas dois dias para percorrer os stands. O primeiro foi dia 8, segunda-feira, encontrei uma Bienal vazia e com os livros sendo vendidos a preço de capa. Cartazes anunciando promoções estavam em todos os lados, mas quando íamos conferir o preço estava pela "metade do dobro". Alguns stands estavam vendendo livros por R$10,00, mas eram clássicos e livros desconhecidos. Outros stands vendiam revistas velhas, HQ's do Mickey e Cia, palavras cruzadas e almanaques esotéricos. Concluindo: Voltei para casa com milhares de encartes da Câmara dos Deputados, Senac, e 2 lançamentos da Editora Intelitera.

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Depois de alguns boatos que ia ter uma verdadeira queima de estoque no último dia, resolvi arriscar e fui no domingo, dia 14, conferir as tais promoções. Os stands que estavam por R$10,00 colocaram alguns livros por R$5,00 e eu consegui encontrar itens interessantes, como o Nelson Rodrigues em HQ. Os stands de livros espiritas estavam distribuindo alguns romances e o evangelho. O stande da Novo Século estava com muitos descontos, de fato descontos. O stand do Senac estava com 50% de desconto, valia muito a pena adquirir alguns livros por lá. E os outros stands com os tais livros da moda continuavam tentando vende-los a preço de capa, ou até mais caros. Concluindo: No último dia consegui de fato encontrar bons livros com bons descontos, a variedade tinha aumentado e o público finalmente tinha crescido, mas já era o último dia.

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dia3

No geral a Bienal foi bastante fraca, tentaram colocar a culpa nas eleições, mas todo ano de eleição tem Bienal, e nem por isso as outras fracassaram. Disseram que estava tudo sob controle e que ia ser a melhor Bienal já vista, na segunda-feira pós-bienal saiu uma matéria gigante no jornal relatando o fracasso que tinha sido. Era notável que a falta de planejamento existia, tudo foi confirmado e divulgado em cima da hora, tudo foi feito nas coxas, e o pior, o público percebia isso, as inúmeras desculpas usadas pela organização não justifica tamanha falta de preparo.

Devo dizer que a Bienal foi uma decepção, principalmente para quem acompanha esse mundo literário e sabe que Bienal não se resume a isso, que sai mais barato comprar livros na internet com frete absurdo do que nos stands com preços superfaturados, que o mundo dos leitores não é apenas o gênero da modinha, que a Bienal é um evento deveria tentar atrair novos leitores, e não afastar os poucos que já temos.

Tudo na vida tem seu lado positivo, então fiquei muito feliz em ver a Novo Século trazendo diversos autores para Fortaleza, fiquei feliz em ver diversos livros de amigos sendo mais procurados do água no deserto, fiquei muito feliz em ver alguns títulos esgotados. E pra finalizar, fiquei muito feliz que o sorvete que estava sendo vendido por lá estava com preço de tabela, e que estava ótimo.

Bienal até 2016! Espero que você surpreenda!